Keiko Fujimori abriu uma vantagem matematicamente irreversível na eleição presidencial do Peru e deve assumir o comando do país em 28 de julho.
Com 50,11% dos votos, a candidata conservadora do Força Popular ficou à frente do esquerdista Roberto Sánchez por 43.386 votos. Segundo a apuração divulgada pela autoridade eleitoral peruana e citada por agências internacionais, restavam 40.213 votos possíveis de contabilizar, número insuficiente para mudar o resultado.
A proclamação oficial ainda não foi feita pela ONPE, órgão eleitoral do Peru, e deve ocorrer em meados de julho. Sánchez afirmou que não reconhece o resultado e acusa irregularidades nos votos de peruanos no exterior, mas não apresentou provas. Observadores da OEA e da União Europeia disseram que a votação ocorreu dentro da normalidade.
A vitória leva de volta ao poder o fujimorismo, movimento ligado ao ex-presidente Alberto Fujimori, pai de Keiko, que governou o Peru entre 1990 e 2000. Keiko tentou chegar à Presidência quatro vezes, perdeu disputas apertadas em 2011, 2016 e 2021, e agora deve se tornar a primeira mulher eleita presidente do país.
Ela assume um Peru marcado por troca frequente de presidentes, Congresso fragmentado, aumento da criminalidade e forte divisão política. A pendência imediata é a proclamação oficial do resultado e a resposta institucional às contestações de Sánchez.

