A Malásia estabeleceu uma proibição para que servidores públicos utilizem o aplicativo de navegação Waze, desenvolvido pela Alphabet, devido a preocupações relacionadas à segurança e à origem israelense do software.
O país, que possui uma população majoritariamente muçulmana, é conhecido por ser um defensor ativo da causa palestina e não mantém relações diplomáticas com Israel.
Decisão do Primeiro-Ministro
O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, anunciou a medida como uma forma de proteger as informações governamentais e os dados pessoais dos usuários contra possíveis abusos por parte do governo israelense. O comunicado oficial foi divulgado pelo gabinete do premiê nesta quarta-feira.
Em uma publicação anterior no Facebook, Anwar destacou que o governo estava avaliando os riscos de segurança associados ao uso do Waze, que, segundo ele, opera sob as leis de Israel. Como alternativa, ele recomendou o uso do TuJu, um aplicativo de mapas nacional desenvolvido pela Autoridade Rodoviária da Malásia.
Implementação da Proibição
O secretário-chefe do governo malaio, Shamsul Azri Abu Bakar, confirmou que a proibição é válida para todos os servidores públicos, conforme uma carta datada de terça-feira que foi enviada aos líderes de órgãos governamentais. O documento, que foi revisado pela Reuters, estipula que a decisão foi tomada em uma reunião presidida por Anwar e deve ser implementada imediatamente.
Um funcionário do gabinete do primeiro-ministro confirmou a autenticidade da carta, que proíbe o uso do Waze em todas as esferas do governo. O aplicativo, que permite a coleta de dados de trânsito em tempo real via sinais de satélite e informações fornecidas por motoristas, foi adquirido pelo Google em 2013.
A embaixada de Israel em Singapura e a Alphabet, controladora do Waze, ainda não se manifestaram sobre o assunto em resposta a pedidos de comentários feitos pela Reuters.


