Moraes segura o destino político de Bolsonaro em casa

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A decisão sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro pode reduzir a pressão sobre o STF, mas também limita o uso eleitoral do ex-presidente por Flávio Bolsonaro.

A defesa pediu a prorrogação da domiciliar humanitária, que vence nesta quinta-feira (25), com base em relatório médico de 22 de junho. O documento fala em acompanhamento contínuo, risco de quedas, vigilância cardiovascular e respiratória, além da recuperação de uma cirurgia no ombro direito. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses no processo da trama golpista.

O ponto político é direto.

Na casa, Bolsonaro fica mais controlado, com visitas dependentes de autorização do STF, tornozeleira eletrônica e restrições ao uso de celular e redes sociais. Na Papudinha, o retorno ao regime fechado poderia reacender a mobilização da militância, dar a Flávio um discurso de perseguição e deslocar a campanha para a defesa do pai.

Essa conta interessa ao bolsonarismo. Flávio tenta se apresentar como herdeiro eleitoral de Jair, mas precisa falar com eleitores fora do núcleo mais fiel. Pesquisa Datafolha divulgada em 20 de junho mostrou Lula numericamente à frente do senador em simulação de segundo turno, por 47% a 43%, dentro de uma disputa ainda competitiva.

O caso da arma registrada em nome de Bolsonaro, apreendida durante blitz com um segurança, entrou no processo como ruído jurídico. A defesa nega ilegalidade e diz que as cautelares não determinavam a retirada de armas do ex-presidente. Moraes agora decide se mantém a domiciliar, pede perícia ou manda Bolsonaro voltar ao regime fechado; qualquer escolha terá efeito imediato na campanha de Flávio.

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