Três levantamentos divulgados nesta semana apontam a mesma direção: Lula lidera a largada, mas a disputa fica embolada quando o confronto é direto.
No agregado das pesquisas nacionais Real Time Big Data e Meio/Ideia, Lula aparece com cerca de 39% no 1º turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro.
Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ciro Gomes seguem em um segundo bloco, ainda abaixo de 5%, sem romper a polarização principal. A Real Time ouviu 2.000 eleitores entre 2 e 4 de maio; a Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre 1º e 5 de maio.
O alerta para o governo aparece no 2º turno. Nas duas pesquisas nacionais, Flávio fica numericamente à frente de Lula: 44% a 43% na Real Time Big Data e 45,3% a 44,7% na Meio/Ideia.
Em ambos os casos, o resultado é empate técnico, mas mostra que o voto anti-Lula se concentra com força quando a disputa vira plebiscitária.
A Genial/Quaest, por ter recorte em 10 estados, não deve ser misturada matematicamente ao agregado nacional. Mas ela reforça a leitura territorial da eleição: Lula lidera em Minas Gerais, Pará, Ceará, Pernambuco e Bahia; Flávio aparece à frente em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul. Ou seja, o mapa mostra um país dividido entre Nordeste/Norte lulista e Sul/Sudeste/Centro-Oeste mais favorável à oposição.
A fotografia do momento é clara: Lula ainda tem vantagem no 1º turno, Flávio é hoje o adversário mais competitivo no 2º, e Caiado aparece como o nome alternativo com melhor desempenho entre os governadores testados.
A campanha deve girar menos em torno de quem chega ao 2º turno e mais sobre quem consegue reduzir rejeição até lá.

