O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (23), para discutir uma série de questões estratégicas e urgentes.
Desenvolvimento de gás no Mar do Norte
Um dos principais tópicos abordados foi a recente aprovação pelo Reino Unido do desenvolvimento do campo de gás “Jackdaw” no Mar do Norte. De acordo com informações de Downing Street, ambos os líderes concordaram sobre os significativos benefícios que este projeto trará ao Reino Unido, destacando que a iniciativa impulsionará a economia e garantirá empregos para trabalhadores britânicos.
Disputa sobre as Ilhas Malvinas e sanções argentinas
Além disso, Burnham e Trump discutiram um grande projeto de exploração de petróleo próximo às Ilhas Malvinas, território do Atlântico Sul que é alvo de uma disputa histórica entre o Reino Unido e a Argentina. A Argentina manifestou oposição ao projeto e anunciou a intenção de impor sanções às empresas envolvidas na exploração. Burnham alertou Trump sobre as recentes “medidas coercitivas” da Argentina, que, segundo ele, poderiam ter repercussões econômicas negativas tanto para os Estados Unidos quanto para o Reino Unido.
Instabilidade no Oriente Médio e apoio à Arábia Saudita
Os líderes também abordaram a instabilidade no Oriente Médio, com Burnham reafirmando o apoio do Reino Unido à Arábia Saudita, especialmente em resposta aos ataques realizados pelos Houthis. O governo britânico anunciou que realizará “missões defensivas de contra-ataque aéreo”, utilizando caças Typhoon da Royal Air Force, para proteger cidades e infraestrutura sauditas.
Conflito na Ucrânia
Sobre o conflito na Ucrânia, Burnham enfatizou a importância de garantir que Kiev tenha acesso pleno ao sistema Starlink para fortalecer sua defesa contra a Rússia. Ele também elogiou os esforços de Trump para incentivar o presidente russo, Vladimir Putin, a participar de negociações. Um comunicado conjunto informou que os dois líderes concordaram em colaborar com parceiros internacionais para buscar o fim do derramamento de sangue na região.
Autoridades ucranianas relataram que ainda existem restrições ao serviço, o que compromete a capacidade do país de se defender adequadamente contra as ações russas.


