quarta-feira, abril 29, 2026

A esquerda goiana tem nomes, mais ainda não tem comando

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PT tenta montar palanque para Lula em Goiás, mas ainda enfrenta dificuldade para definir uma candidatura estadual com força própria contra Daniel Vilela.

A dificuldade da esquerda em Goiás não está apenas em escolher um nome. Está em encontrar alguém disposto a bancar uma candidatura majoritária em um estado onde o lulismo existe, mas não se transforma automaticamente em força estadual.

O PT vive uma pressão dupla. Precisa montar palanque para Lula em Goiás e, ao mesmo tempo, evitar uma candidatura apenas protocolar ao governo. A direção nacional cobra definição, e a disputa deve ser encaminhada até o fim de maio, com o nome de Luis Cesar Bueno voltando ao centro das conversas internas.

Adriana Accorsi também foi convidada por setores do partido a considerar a candidatura ao governo. O nome dela aparece com peso por reunir mandato, recall eleitoral e melhor desempenho nas pesquisas dentro do campo petista. Mas a deputada ainda é tratada como um nome de difícil convencimento, já que a reeleição à Câmara dos Deputados é vista como caminho mais seguro.

Valério Luiz Filho aparece hoje como o nome mais disposto a ocupar esse espaço publicamente. Ele afirma que o PT já fechou questão por candidatura própria e cita uma disputa interna que também envolve Edward Madureira. O problema é que disposição não basta. Candidatura ao governo exige estrutura, tempo de rua, palanque no interior e capacidade de enfrentar a máquina governista.

As pesquisas explicam o tamanho da trava. No Gerp, Daniel Vilela lidera com folga, enquanto Valério aparece com 5% no cenário estimulado. O mesmo levantamento mostra Adriana com maior potencial de voto dentro do campo petista, mas também com rejeição relevante. Já o Real Time Big Data apontou Adriana com 12% em um cenário e 40% de rejeição, mesmo índice registrado por Marconi Perillo.

Quem ganha com a indefinição é Daniel Vilela, agora governador após a renúncia de Ronaldo Caiado. A demora da oposição reduz o tempo de construção de uma alternativa estadual e dá ao governo a vantagem de ocupar sozinho o debate sobre gestão, continuidade e alianças no interior.

Para a esquerda, o risco é entrar em 2026 com palanque presidencial, mas sem candidatura competitiva para disputar a conversa sobre Goiás.

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