terça-feira, abril 28, 2026

PCC é investigado por suspeita de infiltração em prefeituras

Mais Notícias

Operação Contaminatio prendeu seis suspeitos e mira possível uso de contratos públicos, campanhas municipais e serviços financeiros para lavar dinheiro.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu seis suspeitos ligados ao PCC em uma operação que investiga a possível infiltração da facção em administrações municipais. A ação, chamada Operação Contaminatio, foi deflagrada nesta segunda-feira (27) e apura um esquema para acessar contratos públicos, influenciar eleições locais e dar aparência legal a recursos de origem ilícita.


Além das prisões, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em cidades paulistas como São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas, Ribeirão Preto e Santos. Fora de São Paulo, também houve alvos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília e Londrina. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados.


Segundo a apuração, o grupo teria estruturado um “núcleo político” para se aproximar de prefeituras e ampliar sua atuação dentro do poder público. A investigação aponta suspeitas de apoio ou financiamento de candidaturas alinhadas aos interesses da organização, além da presença de pessoas com vínculos em administrações municipais. A Polícia Civil informou que nenhum dos presos tinha mandato eletivo ou foro por prerrogativa de função.


Um dos pontos centrais da operação é a suspeita de uso de uma fintech ligada ao grupo para operar serviços financeiros de prefeituras. A empresa poderia atuar na emissão de boletos, gestão de receitas municipais e relacionamento bancário com contribuintes. Para os investigadores, esse tipo de acesso permitiria misturar dinheiro de origem criminosa ao fluxo financeiro oficial dos municípios.


A Operação Contaminatio é desdobramento da Operação Decurio, realizada em agosto de 2024. Na etapa anterior, celulares e computadores apreendidos revelaram, segundo a polícia, uma movimentação financeira complexa atribuída ao cr1me organizado. A partir desses dados, os investigadores passaram a mapear uma estrutura que não estaria voltada apenas ao tr4fico de dr0gas, mas também à lavagem de dinheiro e à tentativa de influência sobre áreas da administração pública.
Prefeituras citadas em reportagens negaram vínculo com os investigados ou afirmaram não ter sido notificadas oficialmente. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Civil paulista.

Outras Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados