terça-feira, abril 28, 2026

Infecção urinária não é “só ardência” e pode virar emergência

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Quadro comum pode atingir os rins, evoluir para sepse e exige atenção especial em idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.

A infecção urinária costuma começar com sinais simples, mas pode virar emergência quando alcança os rins ou desencadeia sepse, a chamada infecção generalizada. O ponto central é não tratar como incômodo menor aquilo que pode evoluir rápido em pessoas mais vulneráveis.

Um estudo publicado em 2025 na Scientific Reports, com base no Global Burden of Disease 2021, estimou 300.112 óbitos ligados a infecções do trato urinário no mundo em 2021. O mesmo levantamento aponta que a carga global da doença vem crescendo e afeta de forma importante mulheres, idosos, crianças pequenas e pessoas com condições que reduzem a capacidade de resposta do organismo.

A infecção urinária não costuma ser “pegada” como uma gripe. Na maior parte dos casos, bactérias que vivem na pele ou no intestino entram pela uretra e chegam à bexiga. O quadro pode causar ardência ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro, dor ou desconforto no baixo ventre, urina turva, com sangue ou cheiro forte.

O risco aumenta quando a infecção deixa a bexiga e sobe para os rins. Febre, calafrios, dor nas costas ou na lateral do corpo, náuseas, vômitos, fraqueza intensa, confusão mental, respiração acelerada ou piora rápida do estado geral exigem atendimento imediato. Em crianças pequenas, febre sem causa clara também deve acender alerta. Em idosos, a infecção pode aparecer de forma menos óbvia, com sonolência, queda, desorientação ou perda súbita de força.

O Ministério da Saúde lembra que pneumonia, infecção urinária e infecção abdominal estão entre os focos mais comuns relacionados à sepse. Nesse quadro, o problema não é apenas a presença da bactéria: a resposta do organismo à infecção pode comprometer órgãos e levar à falência múltipla se o tratamento atrasar.

A prevenção passa por medidas conhecidas, mas muitas vezes ignoradas: beber água ao longo do dia, não segurar urina por longos períodos, manter higiene adequada, urinar após relação sexual, evitar duchas e produtos irritantes na região íntima e buscar atendimento diante dos primeiros sintomas. Gestantes, diabéticos, pessoas com doença renal, baixa imunidade, uso de sonda ou histórico de infecções repetidas precisam de atenção ainda maior.

Outro erro comum é usar antibiótico por conta própria ou interromper o tratamento quando os sintomas melhoram. A resistência antimicrobiana já é tratada pela OMS e pelo CDC como uma das grandes ameaças à saúde pública, porque torna infecções comuns mais difíceis de tratar e aumenta o risco de complicações.

Sintoma urinário acompanhado de febre, dor nas costas, vômitos, confusão mental ou queda importante do estado geral não deve esperar “melhorar sozinho”.

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