A queda de imposto começa nesta sexta-feira (1º), mas o efeito no bolso não será igual para todos os produtos.
Com a entrada provisória da parte comercial do acordo Mercosul-União Europeia, o Brasil inicia a redução gradual de tarifas sobre bens europeus. A regra vale para milhares de itens, mas segue um cronograma: alguns terão corte imediato; outros só chegarão à tarifa zero ao longo dos próximos anos.
Na lista aparecem produtos de maior consumo e alto apelo no varejo brasileiro, como vinhos, espumantes, azeite, massas, chocolates, cervejas, queijos, fórmulas infantis, alho, derivados de tomate e até animais vivos, como cavalos. A Comissão Europeia também cita frutas, preparações de frutas, óleos vegetais e alimentos para pets entre os itens com abertura desde o primeiro dia.
O acordo não significa desconto automático na prateleira. O preço final ainda depende de câmbio, frete, margem do importador, impostos internos e decisão do comércio. Mesmo assim, a redução da tarifa de importação tende a abrir espaço para produtos europeus chegarem com custo menor ao país.
Pelo desenho do tratado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já a União Europeia começa a zerar tarifas para mais de 5 mil produtos do bloco sul-americano, segundo o MDIC.
O acordo também prevê mecanismos de defesa comercial para conter práticas desleais e surtos de importação, ponto usado pelo governo brasileiro para defender proteção a setores sensíveis da indústria nacional.





