A Quaest não apenas colocou Gracinha Caiado na frente. O levantamento confirmou que ela entra na disputa com uma vantagem política difícil de reproduzir.
A ex-primeira-dama aparece com 22% das intenções de voto para o Senado em Goiás, à frente de Vanderlan Cardoso, com 12%, Zacharias Calil, com 11%, e Gustavo Gayer, com 10%. A pesquisa ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e registro GO-00211/2026 no TSE.
O ponto central é que Gracinha não carrega apenas o sobrenome Caiado. Ela chega associada ao setor social de um governo que, segundo a própria Quaest, tem 84% de aprovação em Goiás. Como coordenadora do Goiás Social, ocupou uma área de forte capilaridade municipal, com presença em cidades do interior e contato direto com primeiras-damas, gestores sociais e programas de assistência.
Esse é o tipo de ativo que pesa em eleição majoritária. Enquanto outros nomes disputam lembrança, nicho ideológico ou estrutura partidária, Gracinha parte de uma combinação rara: aprovação administrativa, base municipal ampla e vínculo direto com Ronaldo Caiado, que deixou o governo como principal eleitor do grupo governista em Goiás. Levantamento regional já apontava a base caiadista com cerca de 90% dos prefeitos goianos.
A briga mais dura tende a ficar na segunda vaga. Para Gracinha, o risco não está hoje na largada, mas na gestão do favoritismo: manter a base unida, evitar acomodação e transformar a força herdada de Caiado em voto próprio até a reta final.





