Any Gabrielly fala sobre o desafio de retratar o luto em novo filme

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A produção cinematográfica As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você estreou nos cinemas brasileiros no dia 29 de outubro, abordando o tema do luto na adolescência.

O longa-metragem, que tem como protagonista a jovem Gabriela, interpretada por Any Gabrielly, traz à tona a dor da perda da melhor amiga, Júlia, vivida por Giulia Be.

No enredo, Gabriela enfrenta o desafio de lidar com a morte da amiga, que deixou dez cartas contendo desafios que a ajudam a enfrentar o luto, a superar sua timidez e a sair da zona de conforto. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Fernanda de Castro Lima e é dirigido por Diego Freitas.

Desafios da adolescência e o luto

Em entrevista ao portal Metrópoles, Any Gabrielly, junto com sua colega de elenco e amiga, falou sobre a responsabilidade de tratar um tema tão sensível para o público jovem. A atriz destacou que a adolescência é uma fase repleta de descobertas e mudanças, o que pode complicar a experiência do luto.

“A juventude em si já é um caos. Você está se entendendo, entendendo quem que você quer ser. E aí, quando você passa pelo luto, que é difícil em qualquer fase da vida, somado a tudo isso vira um ‘salceiro’ emocional. E eu acho que o jovem é muito incompreendido”, declarou Any.

A atriz também comentou sobre a dificuldade que os adultos enfrentam ao tentar apoiar adolescentes que lidam com a perda, uma questão que é explorada ao longo da narrativa do filme. “Às vezes a pessoa mais velha não sabe como conseguir ajudar, não sabe como estender a mão para esse jovem. Então é muito legal poder falar sobre esse tema, porque a gente acaba abordando não só o luto em si daquela pessoa, mas também como as pessoas ao redor se relacionam com isso”, completou.

Experiência pessoal do diretor

Diego Freitas, que dirigiu o filme, compartilhou que sua experiência pessoal com o luto influenciou sua decisão de contar essa história. Ele perdeu seu melhor amigo aos 12 anos, o que o fez sentir uma conexão profunda com a trajetória da protagonista.

“O luto é uma coisa chata, é algo que ninguém quer passar, mas é necessário falar sobre isso, porque provavelmente viveremos essa experiência muitas vezes na vida. Eu já passei por isso e, tendo perdido meu melhor amigo na adolescência, essa marca ficou em mim”, relatou Freitas.

O diretor enfatizou que deseja que o filme sirva como um espaço para discutir saúde mental e questões existenciais entre os jovens brasileiros, abordando esses temas de maneira interessante e acessível. “Essa lembrança me motivou a criar um filme que tratasse de questões profundas, de saúde mental e existenciais, mas de uma forma divertida”, concluiu.

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