Força-tarefa intensifica vigilância e controle sanitário contra a doença de Newcastle em Santa Catarina, com três focos confirmados.
A força-tarefa para o combate à doença de Newcastle intensificou suas ações de vigilância e controle sanitário na região oeste de Santa Catarina. Até a quarta-feira, 28 de outubro, três focos da doença foram confirmados em criações comerciais de aves nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim.
A operação é coordenada pelo Centro de Operações de Emergência Zoossanitária (Coezoo) e conta com a participação de 124 profissionais de diversas instituições. Entre eles, destacam-se 90 agentes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), além de equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), do Icasa e da Polícia Civil.
Estratégias de controle e desinfecção
A força-tarefa estabeleceu cinco barreiras sanitárias para desinfecção e controle do trânsito de veículos nas áreas afetadas. O primeiro foco da doença foi confirmado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba. Desde então, a depopulação das aves, a limpeza e a desinfecção da propriedade foram concluídas, e o local entrou em período de vazio sanitário no dia 23.
Em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi detectado em 24 de outubro, a retirada e o enterrio das aves, da cama e da ração já foram finalizados. As etapas de limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos estão atualmente em processo.
O terceiro foco foi confirmado em 26 de outubro, em uma granja comercial de perus de corte em Nova Erechim. As equipes iniciaram a depopulação das aves na quarta-feira, implementando uma barreira sanitária no acesso ao estabelecimento.
Vigilância ampliada em propriedades rurais
A vigilância também foi ampliada nas propriedades rurais da região. Na quarta-feira, 51 equipes realizaram inspeções em 362 propriedades de subsistência e em 57 estabelecimentos comerciais. As informações sobre a ocorrência sanitária estão sendo comunicadas continuamente à Organização Mundial de Saúde Animal (OMS).
Além das medidas de contenção, a força-tarefa iniciou ações educativas para orientar produtores rurais e moradores sobre a prevenção da doença e a importância da notificação de casos suspeitos. Durante as visitas, os técnicos reforçam práticas de biosseguridade, como restringir o acesso de pessoas e veículos, higienizar e desinfetar equipamentos e adotar cuidados no manejo das aves.
Os produtores são orientados a comunicar imediatamente à Cidasc qualquer sinal ou situação suspeita, possibilitando a investigação e a adoção das medidas sanitárias necessárias. Importante ressaltar que, de acordo com as orientações sanitárias oficiais, o consumo de produtos de origem animal provenientes de estabelecimentos que passam pela inspeção sanitária oficial e que possuem o selo correspondente não representa risco à saúde do consumidor.


