Nesta terça-feira (14), a data celebrada como Dia Mundial do Café vira também um bom pretexto para separar mito de evidência. Sem exagero e sem transformar a bebida em milagre, a ciência vem associando o consumo moderado de café a ganhos reais em áreas importantes da saúde.
Uma das frentes mais estudadas é a saúde cardiovascular. Revisões e grandes estudos observacionais apontam que o consumo moderado está ligado a menor risco de doenças do coração, AVC e morte cardiovascular, embora excesso e sensibilidade à cafeína possam provocar palpitações, ansiedade e piora do sono em parte das pessoas.
No metabolismo, o café aparece associado a menor risco de diabetes tipo 2. A hipótese mais citada é melhora no uso da glicose e na ação da insulina ao longo do tempo, especialmente com consumo habitual, e não em doses isoladas.
O fígado é outra área em que o café costuma aparecer bem na literatura. Mayo Clinic e Johns Hopkins destacam associação com menor risco de doença hepática, cirrose e até câncer de fígado em alguns grupos. Também há indícios de benefício para o cérebro, com menor risco de Parkinson e possível proteção contra declínio cognitivo em parte dos estudos.
Há ainda sinais positivos para humor e disposição. Estudos citados por Harvard e Mayo relacionam café com melhora de atenção, vigília e, em alguns grupos, menor risco de depressão. O detalhe importante é o velho bom senso: a mesma xícara que ajuda uma pessoa a render mais pode deixar outra agitada.
Para a maior parte dos adultos, a faixa moderada costuma girar em torno de 3 a 5 xícaras por dia, com até 400 mg de cafeína, mas gestantes, lactantes e pessoas mais sensíveis devem reduzir e seguir orientação médica.
Receitinha fácil para os leitores: café cremoso gelado com canela. Bata 1 xícara de café já frio com 1/2 xícara de leite, gelo, 1 colher de chá de cacau em pó, canela a gosto e um toque de baunilha. Fica gostoso, simples e evita exagerar no açúcar.

