O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), expressou suas críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, nesta quarta-feira (9/9), em razão da decisão que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Em suas redes sociais, Caiado afirmou: “Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica”. Ele se referiu ainda ao que considera uma “ditadura da toga”.
Afastamento de Alexandre de Moraes
Durante uma entrevista à rádio Itatiaia, Caiado defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, criticando a atuação do STF. Ele destacou que o Brasil enfrenta uma “crise entre os Poderes, especialmente dentro do STF”.
“Vivemos hoje, talvez, a ruína, o desmonte, a desestruturação, o descrédito de todos os Poderes do país, em especial a crise dentro do STF. O Moraes deverá passar por aquilo que deveria ser feito desde o primeiro momento. O STF não pode servir de escudo para problemas de ordem individual. O colegiado deveria se reunir imediatamente para afastá-lo como ministro, e as outras medidas serão tomadas”, declarou Caiado.
O candidato também se posicionou a favor da decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues da PF, em meio a investigações ligadas ao caso do Banco Master. O nome de Andrei surgiu em mensagens de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição.
“O que ele (André Mendonça) fez, foi tudo aquilo que a sociedade deseja, ou seja, tornar público todos os nomes que estão envolvidos no caso Master, porque o eleitor não pode ser traído, ou não pode conhecer quais são as práticas de corrupção, de recebimento de propina, às vésperas de uma eleição”, afirmou Caiado.
Críticas a Lula e Flávio Bolsonaro
Em suas declarações, Caiado também se dirigiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ressaltando que ambos estariam mais preocupados com questões pessoais do que com os problemas do país.
“O Lula envolvido com seu chefe de gabinete, o Marcola, identidade do nome até com um dos maiores faccionados do país. E o Flávio, que recebeu uma proposta de repasse de R$ 134 milhões do Vorcaro”, comentou Caiado, acrescentando que ambos estão “mais sujos que pau de galinheiro”.
Ele criticou a ausência de Lula e Flávio em debates, afirmando que “não têm o que responder sobre temas como Vorcaro e o INSS” e questionou a possibilidade de a população ter como opção na eleição duas pessoas envolvidas em graves crises morais.

