Ronaldo Caiado subiu o tom contra Lula após ser criticado por acordos envolvendo minerais críticos em Goiás.
O ex-governador e pré-candidato à Presidência pelo PSD afirmou que “quem vende o Brasil é ele”, em resposta à acusação de que Goiás teria avançado em negociações estratégicas sem alinhamento com a União. A fala mira diretamente o debate sobre soberania, tecnologia e controle de minerais usados em baterias, chips, turbinas e equipamentos de alta precisão.
Caiado defende que os acordos com Estados Unidos e Japão buscam agregar valor à produção goiana, em vez de manter o Brasil apenas como exportador de matéria-prima. Ele também criticou a dependência da China no refino desses minerais e disse que o país precisa desenvolver tecnologia dentro do próprio território.
Do outro lado, o governo Lula tenta nacionalizar a discussão. O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil não quer ser apenas fornecedor de minerais raros e que a nova política nacional deve priorizar industrialização, tecnologia e maior controle sobre recursos estratégicos.
A troca de acusações transforma os minerais críticos em tema de campanha: de um lado, soberania nacional; do outro, atração de investimento e desenvolvimento regional. A disputa agora deve avançar para o campo político, econômico e federativo.

