Caiado tenta usar desgaste de Lula e Flávio para crescer

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Ronaldo Caiado chega a esta fase da pré-campanha com uma janela que ainda não apareceu nas pesquisas, mas já entrou no cálculo político da disputa presidencial.

O ex-governador de Goiás segue distante dos líderes. Na Genial/Quaest divulgada em 10 de junho, ele aparece com 3% no primeiro turno, mesmo patamar de Renan Santos, do Missão. Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%.

A aposta de Caiado está no contraste. Flávio perdeu força em parte da direita não bolsonarista após o caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Lula, embora lidere, carrega o desgaste de quem tenta um quarto mandato e enfrenta rejeição alta. Nesse espaço, Caiado tenta vender gestão, segurança pública e trajetória política como diferenciais para furar a polarização.

O ponto mais favorável ao ex-governador está nos debates. Contra Lula e Flávio, Caiado deve insistir em segurança pública, tema em que Goiás registrou queda nos indicadores criminais durante sua gestão, e em moralidade administrativa, bandeira que tenta usar para se separar dos dois principais adversários.

Renan Santos também pode interferir nesse tabuleiro. Se mantiver uma linha dura contra PT e PL, o pré-candidato do Missão tende a pressionar os dois polos e abrir espaço para que Caiado tente se apresentar como nome mais competitivo da direita fora do bolsonarismo direto.

A dificuldade segue clara: transformar argumento em voto. Até aqui, as pesquisas mostram que Caiado tem discurso, mas ainda não conseguiu levar essa vantagem para a urna simulada.

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