Chuva em junho surpreende Goiânia e levanta dúvida sobre El Niño

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Dois dias seguidos de chuva em Goiás chamaram atenção em uma época do ano marcada por tempo seco, baixa umidade e longos períodos sem precipitação no Centro-Oeste.

Em Goiânia, a tempestade mais forte veio na noite de domingo (14). Houve registro de granizo, rajadas de vento, raios, alagamentos e estragos em imóveis. O prefeito Sandro Mabel publicou um vídeo nas redes sociais pedindo que a população evitasse sair de casa enquanto o temporal avançava pela capital.

Os dados do Cimehgo mostram chuva forte em curto intervalo. Até 22h35 de domingo, foram registrados 64 mm no Jardim Guanabara, na região Norte, e 50,4 mm no Setor Sul. Também houve acumulados acima de 40 mm no Vera Cruz, no Leste Universitário, na região da Estação de Tratamento de Água Mauro Borges e no Centro.

A explicação mais direta para a chuva está na atuação de áreas de instabilidade e na chegada de uma frente fria que conseguiu romper o bloqueio de ar seco sobre parte de Goiás. O INMET já previa pancadas de chuva para o Centro-Oeste entre sábado (13), domingo (14) e segunda-feira (15).

E o El Niño? Ele voltou, mas não dá para atribuir a tempestade de domingo apenas ao fenômeno. O INMET confirmou que as condições de El Niño já estão presentes no Pacífico Equatorial e devem ganhar força nos próximos meses. Mesmo assim, meteorologistas tratam eventos locais como resultado da combinação entre umidade, calor, vento e instabilidades de curta duração.

Em junho, chuva forte em Goiânia é atípica, mas não impossível. A previsão segue sendo monitorada porque novas frentes frias podem voltar a mudar o tempo em Goiás nos próximos dias.

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