Calor acima da média preocupa Agro brasileiro

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Um veranico mantém parte das principais regiões produtoras do Brasil sob calor intenso e tempo seco. Até quarta-feira (19), algumas áreas podem registrar temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média de agosto, com máximas próximas de 42°C em pontos de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí.

Para o campo, calor acima do normal não significa perda automática. O tempo seco favorece a colheita do milho e do algodão e pode beneficiar a maturação da cana. O problema aumenta onde ainda existem lavouras em fases sensíveis ou pouca água disponível no solo.

Milho tardio pode perder peso nos grãos se o estresse hídrico persistir. Feijão irrigado em Goiás e Mato Grosso exige controle mais rigoroso da irrigação, enquanto pastagens podem perder vigor e aumentar a necessidade de suplementação do gado. No Sudeste, a maior evaporação também pressiona reservatórios e áreas agrícolas de sequeiro.

Há ainda outro risco imediato: incêndios. Vegetação seca, baixa umidade e temperaturas elevadas aumentam a possibilidade de fogo atingir lavouras, pastagens e estruturas rurais. Manejo da água, acompanhamento da umidade do solo, proteção dos rebanhos e prevenção de queimadas ganham prioridade nesses dias.

O calor previsto é temporário, mas chega no momento em que produtores já começam a preparar a safra 2026/27 e acompanham a evolução do El Niño.

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