Popular no tratamento da insônia, o zolpidem exige mais cuidado do que muita gente imagina. O medicamento é indicado para uso de curta duração e, segundo a Anvisa, o tratamento normalmente não deve ultrapassar quatro semanas sem reavaliação médica.
O uso inadequado pode provocar amnésia, sonambulismo, confusão, alterações de comportamento, tolerância e dependência. O risco aumenta com doses acima das recomendadas, uso prolongado e associação com álcool ou outros medicamentos que deprimem o sistema nervoso central. Um caso relatado pela DW mostra a dimensão possível dessas reações: após tomar vários comprimidos, um médico caiu do sétimo andar durante um episódio posteriormente relacionado pela investigação policial aos efeitos do zolpidem.
Desde agosto de 2024, todos os medicamentos à base de zolpidem exigem Notificação de Receita B, a chamada receita azul. A Anvisa endureceu o controle justamente pelo potencial de abuso e dependência.
Diretriz clínica da Academia Brasileira de Neurologia recomenda que pacientes dependentes não interrompam o medicamento por conta própria. A retirada deve ser gradual e acompanhada por especialista; para insônia, a terapia cognitivo-comportamental está entre as alternativas recomendadas.
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