Confirmado o super El-Niño

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A NOAA elevou o alerta. Há mais de 90% de chance de o El Niño atingir intensidade “muito forte” e 69% de probabilidade de, entre outubro e dezembro, superar todos os eventos registrados pela agência desde 1950. Os efeitos devem avançar pelo início de 2027.

No Brasil, órgãos federais projetam chuva acima da média no Sul, com maior risco de enchentes, deslizamentos, perdas agrícolas e doenças fúngicas nas lavouras.

Norte e Nordeste tendem a enfrentar menos chuva, enquanto Centro-Oeste e parte do Sudeste ficam mais expostos a calor, baixa umidade e incêndios. A seca também pode reduzir níveis de rios da Amazônia e dificultar o transporte.

Os impactos já aparecem em vários locais do mundo. A Índia registra monções mais fracas e ameaça às lavouras; a Austrália prevê meses mais secos e quentes; no Peru, águas mais aquecidas já afetam a pesca.

O Canal do Panamá começou a limitar o calado dos navios para economizar água, medida que reduz carga e pode elevar custos do comércio internacional.

FAO e Programa Mundial de Alimentos preparam ações antecipadas em 22 países para proteger quase 9 milhões de pessoas.

Os organismos alertam que secas e enchentes provocadas pelo El Niño podem agravar a insegurança alimentar até 2027.

A NOAA fará nova atualização oficial em 10 de setembro. A intensidade do fenômeno aumenta o risco, mas não determina que todos os efeitos típicos ocorram em todas as regiões do Brasil e do planeta.

Com 90% de chances de um super El-Niño a caminho, as autoridades devem se precaver, organizar ações preventivas e se preparar para condições climáticas muito severas daqui em diante.

Estamos vivendo um “novo normal” climático, sem sombra de dúvidas.

Siga o @dia1brasil para acompanhar as previsões e os efeitos do El Niño no Brasil.

#ElNiño #Clima #dia1brasil

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