Na última sexta-feira (16/10), o Congresso Nacional promulgou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021, que estabelece diretrizes específicas para a aposentadoria dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.
A nova legislação busca reconhecer a importância e os riscos inerentes às atividades desempenhadas por esses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS).
Regras de Aposentadoria Diferenciadas
A PEC define requisitos especiais para a aposentadoria desses agentes, permitindo que as mulheres se aposentem aos 57 anos e os homens aos 60, desde que tenham completado 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na função. Essa regra é uma resposta às particularidades e aos riscos enfrentados no dia a dia dos agentes de saúde.
Além disso, a emenda assegura aposentadoria integral e paridade aos profissionais, alinhando-se às normas aplicáveis aos servidores públicos, conforme previsto na Constituição. Essa mudança é vista como um avanço significativo na valorização dos trabalhadores do setor de saúde.
Regularização do Vínculo Funcional
Outro aspecto relevante da emenda é a regularização do vínculo funcional dos agentes de saúde, que muitas vezes atuam no SUS sem um contrato formal. A nova legislação restringe a contratação de agentes comunitários e de combate às endemias apenas a situações de emergência em saúde pública, visando garantir a estabilidade das funções e a proteção dos direitos trabalhistas desses profissionais.
A proposta também prevê assistência financeira da União para ajudar a compensar os custos relacionados às aposentadorias, considerando os possíveis impactos nas finanças dos estados e municípios.
Com essas mudanças, a PEC busca não apenas assegurar direitos aos agentes de saúde, mas também promover uma melhor organização do trabalho, fortalecendo a estrutura do sistema de saúde pública no país.


