Esta segunda-feira, 30 de março, marca o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, criado para ampliar a informação sobre a doença e reduzir o estigma que ainda cerca o diagnóstico. A data foi escolhida por coincidir com o aniversário de Vincent van Gogh, artista frequentemente citado em debates sobre o transtorno.
O transtorno bipolar é caracterizado por oscilações intensas de humor, energia e comportamento, com fases de depressão e períodos de euforia ou irritabilidade. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 37 milhões de pessoas viviam com o transtorno em 2021, enquanto a Associação Brasileira de Psiquiatria afirma que a condição atinge mais de 2% da população brasileira.
Os primeiros sinais costumam surgir no fim da adolescência e no início da vida adulta, e o diagnóstico nem sempre é simples. Isso acontece porque a fase de euforia pode ser confundida com apenas mais disposição, autoconfiança ou agitação, o que atrasa a procura por ajuda e dificulta o tratamento.
Especialistas destacam, porém, que o transtorno bipolar tem controle clínico e não impede qualidade de vida quando há acompanhamento adequado. O tratamento combina avaliação psiquiátrica, medicação, psicoterapia e rotina mais estável, com atenção ao sono, atividade física e uso de álcool e outras substâncias. O sentido da data é justamente esse: trocar medo e preconceito por informação séria e cuidado contínuo.
Fontes: OMS, Associação Brasileira de Psiquiatria, World Bipolar Day

