O dólar comercial fechou em queda nesta sexta-feira (9), sendo cotado a R$ 4,98, permanecendo abaixo da marca de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva.
A moeda americana teve uma desvalorização de aproximadamente 0,8% no dia e acumulou uma baixa superior a 4% na semana após o primeiro turno das eleições.
A bolsa de valores brasileira, por sua vez, também teve um desempenho positivo, com o índice Ibovespa subindo cerca de 1,4% e encerrando o pregão acima dos 209 mil pontos, atingindo a marca de 209.066,90 pontos, um novo recorde histórico. No mercado internacional, o petróleo Brent se valorizou, mantendo-se acima de US$ 100 por barril.
Desempenho do Dólar e da Bolsa
Na sessão de hoje, o dólar comercial à vista registrou uma queda de 0,78%, com a mínima do dia alcançando R$ 4,977 por volta das 13h. Com isso, a moeda acumulou uma desvalorização de 4,44% na semana, enquanto a queda total no ano é de 9,18%. Esse movimento reflete uma valorização das moedas de países emergentes e as expectativas dos investidores em relação ao cenário político brasileiro, alimentadas por novas pesquisas eleitorais.
Além disso, o mercado acompanhou a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou uma alta de 0,82% em setembro, acumulando 4,58% ao longo de 12 meses. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, subiu 0,08%.
Recorde na Bolsa e Situação do Petróleo
O Ibovespa, principal índice da bolsa, fechou com uma alta de 1,38%, atingindo 209.066,90 pontos, com um pico histórico de 209.713,45 pontos durante o pregão. Na semana, o índice acumulou uma valorização de 8,82%, impulsionado pelo fluxo de investimentos em ações brasileiras e pela expectativa em torno do futuro político e econômico do país a partir de 2027.
As bolsas de Nova York também apresentaram alta, com o índice S&P 500 avançando 0,60%, em meio à expectativa pela temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e a atenção dos investidores para os próximos dados de inflação.
Quanto ao petróleo, os contratos futuros fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionados pelos riscos de interrupção na oferta devido a tensões no Oriente Médio e condições climáticas adversas que afetaram a produção nos Estados Unidos. O barril do tipo Brent para dezembro encerrou a sessão a US$ 104,72, um avanço de 0,42%, enquanto o WTI para novembro subiu 0,39%, alcançando US$ 91,85 por barril. Na semana, o Brent teve uma valorização de 2,41% e o WTI, 0,81%.
Esses preços foram sustentados pelas preocupações com a oferta global, especialmente em meio ao conflito no Oriente Médio e relatos de incidentes em rotas estratégicas para o transporte de petróleo. Nos Estados Unidos, a passagem do furacão Isaias resultou em interrupções na extração no Golfo do México, aumentando as preocupações sobre o abastecimento.


