Alegações falsas sobre efeitos colaterais graves das vacinas contra a covid-19 voltam a circular intensamente nas redes sociais, mobilizando debates e questionamentos sobre segurança e eficácia dos imunizantes.
O tema, que persiste cinco anos após o pico da pandemia, ganha tração especialmente entre perfis que questionam a narrativa oficial e pode afetar a adesão a campanhas de vacinação no Brasil.
Publicações recentes distorcem dados de ensaios clínicos da Pfizer, sugerindo que a empresa ocultou riscos ou eliminou grupos de controle para esconder problemas. Outras falam em uma suposta “Doença CoVax”, termo inexistente na literatura científica.
O Ministério da Saúde classificou essas informações como falsas e reforçou que as vacinas passaram por avaliações rigorosas antes da aprovação.
Em paralelo, há menções a casos raros de efeitos adversos confirmados, como a trombose com síndrome trombocitopênica associada à AstraZeneca, admitida pela farmacêutica em contextos jurídicos.
Especialistas da OPAS e da OMS destacam, no entanto, que os benefícios na prevenção de mortes e hospitalizações superam em muito esses riscos isolados.
As investigações sobre eventos adversos seguem em andamento em vários países.
No Brasil, onde a vacinação em massa ajudou a reduzir drasticamente óbitos por covid-19, a desinformação continua a ser monitorada por órgãos de saúde.
Autoridades lembram que hesitação vacinal pode abrir espaço para o retorno de doenças já controladas.

