sábado, maio 2, 2026

Marconi volta ao jogo, mas a rejeição ainda cobra a conta

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Marconi Perillo voltou a ser competitivo, mas ainda não voltou a ser majoritário.

A nova Quaest colocou o ex-governador em segundo lugar na disputa pelo governo de Goiás, com 21% das intenções de voto, atrás de Daniel Vilela, que aparece entre 33% e 34%. O problema está no outro lado da mesma fotografia: Marconi lidera a rejeição, com 50% dos eleitores dizendo que não votariam nele. A pesquisa ouviu 1.104 pessoas entre 24 e 28 de abril, com margem de erro de três pontos.


O tucano tem o que poucos adversários possuem: memória eleitoral, presença estadual e quatro mandatos no governo. Esse recall sustenta um piso relevante, mas também carrega a fadiga acumulada de 16 anos no poder.

Foi essa combinação que apareceu nas derrotas ao Senado em 2018, quando terminou fora das duas vagas, e em 2022, quando perdeu para Wilder Morais.
A comparação com Iris Rezende ajuda a entender o risco. Em 2010 e 2014, Iris ainda tinha voto, história e reconhecimento, mas enfrentava dificuldade para transformar lembrança em maioria contra uma estrutura já consolidada.

Naquele ano, pesquisas mostravam Marconi à frente no primeiro turno e depois com vantagem nos votos válidos no segundo.
A diferença é que, agora, Marconi tenta fazer o movimento inverso: sair do lugar de ex-governador desgastado para virar alternativa real ao grupo que controla o Palácio das Esmeraldas.

Daniel assumiu o governo em 31 de março, após a saída de Ronaldo Caiado para disputar a Presidência, e tenta converter continuidade administrativa em voto próprio.
O teste de Marconi não é apenas subir alguns pontos; é reduzir rejeição sem perder o eleitor que ainda o enxerga como símbolo de uma era.

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