Mercados asiáticos encerram dia em baixa à espera de dados de inflação dos EUA

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As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa nesta quarta-feira, dia 14 de setembro, enquanto investidores aguardam os dados de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que podem impactar as expectativas sobre a política de juros do país.

O CPI de setembro, que será divulgado em breve, é considerado um teste crucial para avaliar se a recente reprecificação que aponta para uma pausa nas elevações de juros por parte do Federal Reserve (Fed) pode ser sustentada. Michael Wan, analista do MUFG, destacou a importância desse indicador em relação à reunião de política monetária do Fed programada para este mês.

Desempenho das bolsas asiáticas

Na sessão de hoje, o índice japonês Nikkei teve uma leve queda de 0,05%, encerrando o pregão em Tóquio a 67.744,29 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,44%, cotado a 6.008,81 pontos, após uma queda significativa de 5,5% na véspera. O índice Hang Seng, em Hong Kong, também apresentou queda de 0,13%, fechando a 24.314,17 pontos.

Na China continental, o quadro foi igualmente negativo, com o Xangai Composto diminuindo 0,88% e encerrando a 3.767,23 pontos, enquanto o Shenzhen Composto caiu 1,81%, a 2.286,87 pontos. Em contraste, a bolsa de Taiwan, representada pelo Taiex, subiu 0,59%, fechando a 48.625,83 pontos.

No cenário local, os investidores avaliaram os dados de inflação e de comércio exterior da China, que foram divulgados nesta quarta-feira. Wan comentou que números mais robustos relacionados ao comércio, juntamente com o suporte contínuo do banco central da China, podem oferecer algum alívio ao sentimento do mercado na região, embora uma desaceleração acentuada nas importações possa reacender preocupações sobre a demanda interna.

O desempenho da Oceania

Na Austrália, o S&P/ASX 200 encerrou o dia em baixa de 0,64%, fechando a 8.727,90 pontos. A pressão sobre os mercados asiáticos reflete a cautela dos investidores em relação a possíveis mudanças na política monetária dos EUA, que, em meados de setembro, elevou as taxas de juros pela primeira vez em mais de três anos.

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