Alexandre de Moraes trocou celular, chip e número de telefone na segunda semana de fevereiro de 2026, quando a Polícia Federal já analisava os aparelhos apreendidos com Daniel Vorcaro no caso Banco Master.
O número antigo era usado pelo ministro do STF pelo menos desde 2022 e aparece associado às conversas identificadas pela PF entre Moraes e Vorcaro.
A investigação recuperou 52 mensagens enviadas pelo banqueiro, mas não conseguiu acessar as respostas atribuídas ao ministro.
As mensagens eram produzidas no bloco de notas, transformadas em capturas de tela e enviadas pelo WhatsApp como imagens de visualização única.
Segundo a investigação, para tentar recuperar o conteúdo enviado por Moraes seria necessário aplicar procedimento semelhante diretamente no aparelho utilizado pelo ministro.
A troca do telefone, por si só, não comprova tentativa de eliminar provas nem estabelece relação entre a mudança de aparelho e a investigação.
Moraes não apresentou manifestação pública específica sobre a troca até a publicação das informações nesta quarta-feira (2).
O caso ganhou novo peso depois que André Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF. A PGR pediu a nulidade da apuração, alegando que o aprofundamento sobre um ministro do STF dependeria de autorização do plenário.
O encaminhamento do material dentro da Corte ainda será definido.


