A escolha do vice de Daniel Vilela entrou em uma fase mais sensível: ninguém quer admitir favoritismo, mas todos já se movimentam.
Aliados do governador rejeitam a ideia de que José Mário Schreiner, presidente da Faeg, esteja definido para a vaga. Mesmo com o apoio público de Gracinha Caiado e a mobilização recente de prefeitos e lideranças ligadas ao caiadismo, a disputa segue aberta com Luiz Carlos do Carmo, Gustavo Mendanha e Adriano da Rocha Lima.
O cálculo não é apenas eleitoral. Schreiner representa o agro e amplia pontes com um setor estratégico para a base governista. Luiz Carlos do Carmo pesa pela conexão com o eleitorado evangélico, considerado vulnerável à ofensiva bolsonarista. Mendanha tenta se apresentar como nome com estrutura partidária, enquanto Adriano ganha força se Daniel ampliar a vantagem nas pesquisas.
A nova rodada Genial/Quaest colocou Daniel na liderança para o governo de Goiás, com 33% em cenário estimulado e vantagem nos cenários de segundo turno. Esse colchão dá margem à base para adiar a decisão, mas também aumenta a disputa interna pelo lugar mais cobiçado da chapa.
A definição deve ficar para o período das convenções, quando Daniel e Ronaldo Caiado terão de escolher entre voto, equilíbrio político e controle da própria base.





