O mesmo pedido de união recebeu apoio dentro do PL e críticas de um adversário da direita.
Flávio Bolsonaro leu no sábado (11) uma carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No texto, o pai pede que aliados deixem diferenças de lado, se empenhem na pré-campanha do filho e chama Flávio de seu “porta-voz”.
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, afirmou que a carta mostra “extrema fragilidade” da campanha. Ele questionou a autonomia de Flávio e disse que liderança não se herda, já que um presidente precisa decidir sozinho em momentos de crise.
Nikolas Ferreira (PL-MG) adotou posição oposta. O deputado afirmou que não haverá espaço para “vaidade, disputa interna ou ressentimentos” e defendeu que os aliados sigam a escolha feita pelo ex-presidente.
A carta foi divulgada após atritos públicos entre Flávio, Michelle Bolsonaro e outros integrantes do grupo. O PL marcou para 25 de julho, em São Paulo, a convenção que deverá oficializar a candidatura do senador.

