Daniel Vilela (MDB) iniciou a fase mais intensa da campanha tratando Marconi Perillo (PSDB), e não Wilder Morais (PL), como principal adversário.
O confronto ficou evidente no debate promovido pela PUC TV, Rádio Difusora e Diário de Goiás, quando os dois trocaram acusações e concentraram alguns dos momentos mais tensos do encontro.
A escolha tem peso eleitoral. Na Quaest encomendada pela TV Anhanguera e divulgada em 27 de agosto, Daniel aparece com 37%, Marconi com 20% e Wilder com 12%. A pesquisa ouviu 804 eleitores entre 23 e 26 de agosto, tem margem de erro de três pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número GO-06186/2026.
O mesmo levantamento mostra onde está os principais desafios do governador: 37% dos entrevistados apontam a saúde como principal problema de Goiás, bem à frente da violência, citada por 15%. Marconi e Wilder já exploram filas, regulação e atendimento hospitalar para pressionar o governo.
Daniel responde destacando investimentos e propostas de continuidade, como ampliação das policlínicas, regionalização do atendimento e o projeto do novo Hugo. No debate, também preferiu devolver ataques ao tucano recorrendo à comparação entre as atuais gestões e os quatro mandatos de Marconi.
A estratégia oferece um ganho e um risco. Manter Marconi como adversário central pode deixar Wilder fora dos principais embates, mas obriga Daniel a defender diretamente a área que o eleitor identifica como maior problema do Estado.
No entanto, suas equipes de comunicação enxergam como um momento para abordar o assunto logo nos primeiros momentos de campanha e reduzir impactos ao longo do processo eleitoral – “melhor agora que depois”.
As próximas propagandas e debates mostrarão se a campanha continua mantendo a eleição concentrada na comparação entre governos ou se a saúde dominará a agenda da oposição.
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