A safra 2026/27 já depende da evolução do clima.
A NOAA calcula 81% de chance de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Se a previsão se confirmar, o episódio poderá ficar entre os maiores da série histórica iniciada em 1950 — mas isso não significa perdas iguais em todo o país.
No Sul, o risco maior é de chuva excessiva, enchentes e doenças nas lavouras. No Centro-Oeste, inclusive em Goiás, calor e irregularidade das chuvas podem atrasar o plantio da soja e reduzir a janela do milho de segunda safra. Norte, Nordeste e Matopiba podem enfrentar seca e queda no nível dos rios.
Café, algodão, leite e pecuária também podem ser afetados. O calor prejudica animais e floradas, enquanto possíveis perdas de soja e milho encarecem a alimentação dos rebanhos. Açúcar, café e cacau ainda podem sofrer impactos no mercado internacional.
Produtores e empresas acompanharão as próximas atualizações climáticas antes do início do plantio, quando será possível calcular o risco para a safra.

