Guerra reduz tráfego em Ormuz e pode pressionar combustíveis no Brasil

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A escalada já atingiu navios e estruturas responsáveis pelo abastecimento de água.

Os Estados Unidos realizaram a nona noite seguida de ataques contra o Irã.

Teerã respondeu com ofensivas contra instalações militares no Kuwait, Bahrein, Jordânia e Síria. Esses países abrigam tropas, bases ou estruturas usadas pelas forças americanas.

O Irã afirmou que explosões imobilizaram dois petroleiros no Estreito de Ormuz, mas o episódio ainda não teve confirmação independente.

Separadamente, autoridades marítimas britânicas confirmaram que outro navio foi atingido perto de Omã; a tripulação não se feriu.

O estreito não está totalmente fechado, porém o tráfego caiu para poucos navios por dia. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava pela rota.

O Kuwait também informou que uma usina de dessalinização foi atacada pelo segundo dia consecutivo, com registro de incêndio.

O barril do Brent chegou a US$ 91,42 e depois recuou com a notícia de uma proposta de trégua de dez dias.

No Brasil, a alta não provoca reajuste automático da gasolina, mas pode elevar custos de importação e pressionar Petrobras, distribuidoras e governo se persistir.

A próxima reação dos preços dependerá das negociações e da retomada segura da navegação por Ormuz.

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