Marconi segura chapa e aposta em dissidências

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O ex-governador Marconi Perillo decidiu levar a definição da chapa do PSDB para 5 de agosto, último dia permitido pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias.

A escolha faz parte de uma estratégia assumida pelo grupo tucano: aguardar os movimentos dos adversários antes de preencher as vagas de vice-governador e Senado. Marconi avalia que as decisões tomadas pelo MDB, PL e partidos de esquerda poderão deixar lideranças sem espaço nas chapas majoritárias ou proporcionais.

A principal expectativa está sobre a base do governador Daniel Vilela. O grupo governista ainda discute a vice e reúne quatro pré-candidaturas para as duas vagas ao Senado. Caso haja um afunilamento, o PSDB pretende abrir diálogo com os preteridos.

“Vou continuar conversando com várias forças, inclusive com as que estão descontentes com o governo”, declarou Marconi ao Mais Goiás. O deputado estadual Gustavo Sebba também confirmou que deixar as escolhas para o último momento é uma estratégia deliberada do partido.

O PL igualmente está no radar tucano, sobretudo onde houver disputa por espaço nas chapas de deputados. Em relação ao PT, houve sondagens e conversas reservadas entre integrantes dos dois campos, mas não existe acordo, e uma aliança enfrentaria forte resistência pelo histórico de rivalidade entre as siglas.

Apesar de aparecer em segundo lugar em levantamentos como Quaest e Gerp, Marconi chega à disputa com uma composição menor que a ampla base governista. O PSDB mantém a aliança com o Cidadania e conversa com DC e setores do PDT.

Depois de quatro mandatos como governador e de um ciclo político que permaneceu no poder estadual entre 1999 e 2018, Marconi tenta reconstruir sua força reunindo dissidentes e lideranças sem espaço nos demais projetos. A convenção no prazo final será o teste dessa estratégia.

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