Tarifaço começa na quarta e coloca empregos da Indústrias sob pressão

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O impacto deve aparecer primeiro nas fábricas que dependem de compradores americanos.

Os Estados Unidos começam a cobrar, na quarta-feira (22), uma tarifa adicional de 25% sobre móveis, máquinas, calçados, açúcar, etanol e milhares de outros produtos brasileiros.

A estimativa do governo é de que a medida alcance US$ 7,4 bilhões, cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao país.

Trabalhadores dos setores de madeira, máquinas, móveis e calçados estão entre os mais expostos a cancelamentos de pedidos, redução de turnos e demissões.

O risco se concentra em polos industriais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Ceará.

Não há, até agora, uma estimativa nacional de postos ameaçados.

A taxa é paga pelo importador nos Estados Unidos, mas ele pode repassar o custo ao consumidor, reduzir compras ou pressionar o fornecedor brasileiro por descontos.

Produtos desviados para o mercado interno podem ficar mais baratos, porém isso depende do volume, da demanda e da capacidade de encontrar novos compradores.

Café, carne bovina, laranja, suco de laranja, aeronaves, componentes aeroespaciais e parte dos produtos de energia ficaram isentos.

O Brasil pode retaliar pela Lei da Reciprocidade, mas a resposta não é automática. Outra investigação americana, com decisão prevista para 24 de julho, pode acrescentar 12,5% e elevar a cobrança de alguns produtos para 37,5%.

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