A terceira investigação contra Fábio Luís Lula da Silva amplia o desgaste do PT poucos dias depois do lançamento da campanha de reeleição de Lula.
Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira, 4 de agosto, a nova apuração pedida pela Polícia Federal.
Lulinha é investigado por suspeita de tráfico de influência para favorecer interesses empresariais no governo federal. A abertura do inquérito permite a coleta de provas, mas não representa denúncia nem comprova crime.
As outras duas frentes, autorizadas por André Mendonça, apuram possíveis interferências em tratativas no Ministério da Saúde e em contratos ligados à Dataprev.
A multiplicação dos casos entrega material à oposição e obriga o governo a responder sobre integridade quando pretendia concentrar a campanha em soberania, economia e disputa pelo Orçamento.
Dino também autorizou uma investigação separada sobre possíveis vazamentos ilegais de informações sigilosas, atendendo a uma reivindicação da defesa.
Os advogados de Lulinha negam irregularidades, afirmam que não existem provas robustas e acusam investigadores de tentar interferir na eleição. Lula declarou que o filho não receberá proteção do governo.
O efeito político dependerá do que a PF encontrar. Até lá, o PT terá de administrar uma investigação conduzida pela própria Polícia Federal durante a campanha presidencial.


